terça-feira, 11 de novembro de 2008

O elemento mais novo da família

Peço desculpa pela demora em colocar novos temas, mas foi por um bom motivo, pois nasceu a minha filhota, um momento muito especial e muito feliz na minha vida. Assim sendo tenho tentado aproveitar todo o tempo que tenho com ela. É linda, muito simpática e muito experta, o tempo tem corrido muito depressa e já lá vão quatro meses. Para nós (papás) tem sido uma experiência inexplicável, única e muito gratificante, a palavra família ainda faz mais sentido, agora é tudo feito a três, é muito absorvente e a palavra dependência é indicada. A relação mãe-filha é tão forte que por vezes o papá fica com ciúmes, é muito bom ver a cumplicidade das duas, também existe comigo, mas o elo entre as duas é agora para mim muito entendivel. O amor supera tudo, até o desgaste físico e psicológico, inerente ás constantes solicitações da filhota, mas aqui queria enaltecer a grande mamã, que tem sido expectacular. Têm sido momentos de aprendizagem constante, tão ricos que por vezes nem acreditamos no que nos está a acontecer, aquele sorriso não tem um valor calculável, é algo tão puro e que nos faz sentir os mais felizes do mundo. Podia estar aqui a escrever sem parar, pois emocionalmente tenho tido uma avalanche de sentimentos, desde o primeiro dia que a vi, até á minutos, quando a vi pela última vez e as saudades que tenho das duas quando vou trabalhar, tem sido também complicado neste sentido, mas quando se chega a casa e se vê aqueles sorrisos, da mãe e filha, é como se estivéssemos a chegar ao paraíso. Sempre me senti feliz com a minha vida, pessoal,profissional e sentimental, mas só não sabia é que podia ser ainda melhor, e a minha filha tem permitido isso. Quero terminar a dizer que as amo muito, mãe e filha, e queria agradecer-lhes por me permitirem estes momentos de felicidade. Obrigado e espero que esteja sempre presente para vos amar como vocês merecem.

segunda-feira, 14 de julho de 2008

Época desportiva 2007/2008




Só agora resolvi realizar o balanço da época desportiva, pois como sempre faço resolvo todos os assuntos pendentes com a equipa e encerro a época com quase tudo resolvido. Esta foi uma época muito especial para mim, coloquei os meus objectivos enquanto treinador bastante altos e sabia que para os alcançar teria de disponibilizar muito tempo (o tempo para mim tem sido claramente o maior obstáculo, conciliar a vida pessoal, profissional e as 2 equipas de voleibol, tem sido quase impossível) e trabalho. A época iniciou-se com decisões marcantes para mim, o facto de não ter aceite assumir o cargo de treinador principal da Lusófona e ver perdido o trabalho de muitos anos, foi doloroso, mas no meu entender não haviam condições para que a equipa continuasse, mas acho que algumas pessoas devem ter tirado grandes ilações do sucedido e eu não fui uma dessas pessoas de certeza. Voltando á época desportiva e após este episódio inicial sabia que as minhas equipas teriam objectivos diferenciados, pois uma equipa era composta maioritariamente por juvenis de segundo ano e a outra por juvenis de primeiro ano, com algumas iniciadas pelo meio e o tempo de treinos reservado para as equipas era diferenciado. Assim sendo o inicio de época foi muito bom, a equipa feminina foi vice-campeã regional e a masculina campeã regional juvenil e vice-campeã regional júnior (a equipa participou nos 2 campeonatos), este foi um inicio muito produtivo, se na equipa feminina estávamos a consolidar o sistema de jogo 5-1, na masculina estávamos a integrar o novo elemento e a procurar corrigir algumas lacunas da época transacta.
Na 1ª fase do campeonato nacional ambas as equipas tiveram bons comportamentos, no entanto e como era de esperar os masculinos foram 1ºs do grupo e demonstraram uma supremacia muito grande, as meninas tiveram mais algumas dificuldades e ficaram em 2º do grupo, no entanto conseguiram passar á segunda fase e ficar nas 16 melhores equipas nacionais, o que face ás condições foi muito bom. Na 2ª fase já com as equipas do Norte, as meninas somente venceram um dos seis jogos, frente á Lusófona por 3-2, pois as equipas que defrontaram eram das melhores nacionais (AVC, ALA Gondomar e a Lusófona VC), enquanto que os rapazes somente perderam um jogo, em Espinho. Os rapazes nesta fase deram indicações muito positivas, superaram grandes escolas do voleibol nacional (SC Espinho, GC Vilacondense e Gueifães). O primeiro jogo dos rapazes em casa frente ao SC Espinho foi muito bom, depois de terem jogado contra equipas bem mais acessíveis, os testes ao valor da equipa começaram aqui e a resposta foi óptima, iniciaram esta fase vencendo o SC Espinho por 3-1, depois receberam e venceram o Gueifães por 3-0, foram perder 3-0 a Espinho, receberam e venceram o Vilacondense por 3-1, foram a Vila do Conde vencer 3-0 e no último jogo venceram 3-2 em Gueifães. A partir desta 2ª fase veio um conjunto de lesões, desde traumáticas, até ás inflamações, o que foi muito problemático devido ao reduzido número de atletas, mas foi aqui que também senti força, pois quem entrava para substituir apresentava argumentos muito bons ao nível daqueles que estavam lesionados. Em relação ás meninas, estas terminaram o campeonato nacional por aqui, os rapazes foram á 3ª fase, fase esta que já só contava com as 8 melhores equipas nacionais. O primeiro problema para os rapazes irem a esta fase, foi o económico, a dificuldade em participar nesta 1ª fase concentrada, com os jogos a serem realizados em Matosinhos, ficámos alojados em Espinho e encarámos esta nova etapa com muita dedicação e empenho, a união, o espírito de equipa e a vontade foram cruciais, aproveitámos todo o tempo em que estivemos juntos, para fortalecer o grupo e preparar jogo a jogo. Entrámos nesta fase num jogo, onde o ambiente nos era totalmente contrário, pavilhão cheio com quase a totalidade do público da equipa adversária ( que jogavam quase em casa) a pressionar bastante a nossa equipa e a equipa de arbitragem, envolvidos naquele ambiente a equipa adversária acusou a nossa serenidade, tendo sido advertida com 5 cartões amarelos, num jogo muito emotivo, onde a nossa equipa nos momentos cruciais sempre respondeu muito bem e acabámos por vencer por 3-1, diante a AAS Mamede. Ao entrarmos para o 2º jogo, sabíamos que a vitória nos dava o passe para a fase final e que tínhamos de deixar tudo ali, e assim foi num jogo difícil fomos bastante superiores e vencemos por 3-0 a equipa do Angra VC (Açores). No último jogo perdemos por 3-0 com o Leixões, mas ficámos com um sabor amargo, pois perdemos todos os sets pela diferença mínima. Após este grande feito que foi alcançar a fase final, sabíamos que iriamos ter pouco tempo de recuperação e que a preparação dos últimos jogos seria reduzida. Então soubemos que uma vez mais teriamos de nos deslocar ao Norte para jogar em Arcozelo, com jogo novamente na 6ª feira, onde alguns atletas de manhã tiveram prova intermédia, tínhamos mais 300 e tal quilómetros e não tínhamos dinheiro para ir. Só foi possível porque os pais uma vez mais suportaram grande parte das despesas e a federação facultou um subsidio, mas eu nem quero falar disto senão ou fico doente ou louco. E assim fomos, ficámos alojados novamente em Espinho e calhou-nos logo no 1º jogo o Leixões, o 1º set foi crucial a ganharmos 20-15, perdemos 26-24 e a partir daí o jogo acabou, entregámos o jogo sem termos lutado por ele, mas é assim ás vezes, não devia ser, mas foi. Este jogo foi de tal forma marcante, que me deixou grandes mazelas, não pela derrota, mas por ter tomado a decisão de prescindir de um atleta por questões disciplinares e internas da equipa, este sim foi para mim o pior momento da época. Não que me arrependa, pelo contrário acho que foi o melhor para a equipa, mas sei que os 16, 17 anos por vezes os atraiçoam, mas o respeito é um elemento fundamental na vida em sociedade. Voltando á fase final e ao 2º jogo, contra o conhecido SC Espinho, onde o balanço dos confrontos era um empate, uma vitória e uma derrota, foi um jogo desgastante, onde vencemos pela margem mínima 3-2, mas onde fomos os justos vencedores. O último jogo era decisivo na atribuição do 2º e 3º lugares, foi jogado contra a AA Espinho, neste jogo os atletas acusaram bastante o grande numero de sets nas pernas, em dois fins-de-semana consecutivos (23 sets, é muito set para 9 atletas) mas a perder 2-0, demonstraram o porquê de ali estarem e foram, para mim, uns verdadeiros heróis, sem forças, empataram a 2-2 e só claudicaram no último set, entrando na negra muito mal. Considero o 3º lugar excelente, acho que a equipa do Leixões foi a justa vencedora, mas não trocava a minha equipa pela deles. Saí muito orgulhoso do trabalho realizado e face ás muitas condicionantes acho que foi mesmo muito bom. Para culminar quero dizer que fiquei muito satisfeito com todos os meus atletas (rapazes e raparigas) e que todo o esforço realizado por todos foi muito recompensador para mim e acho que para eles também. Mas apesar de ter sido muito recompensador foi muito exigente do ponto de vista humano, para mim houve alturas de impaciência e de cedência quase irrecuperáveis, por isso estou numa fase de reflexão pois a continuação acarreta grandes responsabilidades, preocupações e tempo e agora com a filhota não sei até que ponto conseguirei chegar a todo lado. E como em tudo na vida temos de ter prioridades.

domingo, 13 de julho de 2008

Propostas de temas ou situações a abordar

Aos meus amigos e conhecidos que frequentam o meu blog, queria solicitar-lhes que fizessem alguma proposta de algum tema ou situação que gostassem de ver aqui abordada. Eu estou a ultimar 2 ou 3 publicações, mas estou aberto a abordar novos temas. Obrigado.

terça-feira, 10 de junho de 2008

"Espírito de Equipa"

Após mais uma época desportiva, na qual eu considero bastante produtiva, encontro-me numa fase de reflexão e análise do trabalho realizado, e é numa destas análises que eu hoje quero manifestar algumas ideias que me movem e nas quais continuo a acreditar. Então quero falar sobre "Espírito de Equipa", sendo este para mim o factor mais importante e marcante desta época desportiva. Atribui a este elemento uma grande ponderação do sucesso de uma equipa e como acho difícil quantificá-lo e qualificá-lo, aqui fica mais um desabafo e desafio, para isso vou divulgar alguns dos princípios que me orientam. Para mim "Espírito de equipa" traduz-se pela entrega conjunta de um grupo de indivíduos que trabalha em prol da conquista de um objectivo. É por aqui que pretendo iniciar, pelos objectivos, neste ponto acho que tanto os objectivos da equipa, como os individuais são importantes, estes devem ser definidos inicialmente, devem ser sempre reforçados e se necessário reformulados. Todos devem saber qual a sua importância no grupo, saber claramente se os seus objectivos vão ao encontro da equipa e se necessário moldar os seus objectivos e príncipios aos do grupo, mas para que isso aconteça tem de existir uma grande envolvênvia e sentido de utilidade por parte de quem cede. Na minha modesta opinião só se consegue alcançar bons resultados se houver muito diálogo, conversas democráticas, onde a última palavra pertence ao líder. Não é nem de perto nem de longe solicitar uma resolução de problemas aos atletas, mas sim envolve-los e levá-los a tomar opiniões conscientes, com este tipo de comunicação todos se sentem importantes e parte integrante das tomadas de decisão do líder. Outro aspecto crucial é a procura constante da motivação dos atletas, entrar dentro de cada um e dirigirmo-nos ao ponto certo, nunca rodear muito, á que ser directo e objectivo. Todos precisam de ser motivados e de alcançar o sucesso pessoal, cabe ao líder encontrar o caminho mais curto, que melhor atinja o atleta e que melhor satisfaça a equipa. Um atleta motivado e consciente do seu papel é um atleta melhor. Um treinador tem de confiar e acreditar sempre no seu atleta, para que este possa fazer o mesmo em relação á sua pessoa e função. Por vezes, em escalões de formação tem de acreditar mais que o jovem, muitos deles não têm melhores prestações devido á falta de auto-estima. Deste modo o factor psicológico é muito importante, uma mente sã e esclarecida, actua muito melhor e atinge patamares superiores, por vezes até com menos capacidade física e técnica, se atinge melhores performances. O relacionamento pessoal com o atleta também é outra peça do puzzle, o líder tem de tentar saber o envolvimento familiar, escolar e de outros tipos do atleta, de forma a puder intervir em treino adequadamente, pois cada vez mais noto que os jovens trazem para o treino todo o tipo de problemas pessoais, não conseguindo obter boas prestações porque a sua cabeça não se encontra ali. O líder deve sempre colocar a "equipa" á frente do "individual", todas as decisões devem tentar ser as mais justas possíveis, no entanto quem acha que consegue ser justo e satisfazer sempre todos, é utópico e até hoje acho que nunca consegui, no entanto á que procurar sempre sê-lo. Todos devem ser tratados da mesma forma, mas nunca todos vão ser tratados de igual modo, cada um, é um ser, tem uma personalidade própria que deve ser sempre respeitada por todos, este é um ponto muito difícil de fazer entender aos atletas, e eles questionam, "porque é que este não fala, porque é que aquele grita" e saber viver com isto tudo e saber ceder e exigir é muito difícil em jovens (até nos adultos). A solidariedade e o respeito pelos outros, há que saber ajudar, respeitar nas vitórias e nas derrotas, nunca sub-estimar ninguém e valorizar aqueles que nos superam.
As minhas equipas este ano tiveram grandes momentos de espírito de equipa, lutaram todos para o mesmo objectivo, apoiaram-se uns aos outros em momentos difíceis, festejaram juntos em momentos de glória, sacrificaram-se em prol de si e dos outros, superaram obstáculos difíceis e nunca deixaram de acreditar. Este tipo de valores dificilmente se conseguem adquirir sem ser no desporto, estou muito orgulhoso de ter ajudado a incuti-los nos meus atletas e muito orgulhoso por eles os terem absorvido.
O "Espírito de Equipa" permanecerá para o resto das suas vidas.

quinta-feira, 1 de maio de 2008

As novas gerações

A abordagem deste tema cada vez tem maior significado, não que esta geração esteja em termos cronológicos muito distante da minha, mas os sinais de diferença são muito acentuados. Não me quero armar em cota, longe disso, mas tenho o dever de analisar e comunicar, enquanto educador e participante neste processo complicado de ensinar. Cada ano que passa vou sentindo um distanciamento dos jovens no cumprimento das normas que regem a vida. Desde as atitudes e valores, como a indisciplina, o desrespeito, a falta de amor próprio, de vontade e de olhar para o próximo. Um dos responsáveis é claramente o materialismo, a facilidade em conseguir objectos desejados, a facilidade em obter tudo o que se pede. Os estímulos para a diversão são muitos, sendo preferível um jogo de computador, um passeio a um centro comercial, relativamente a praticar um desporto ou a realizar uma actividade física não balizada. A responsabilidade em participar activamente dentro de um enquadramento desportivo é cada vez mais difícil, o esforço, o espírito de sacrifício, de entreajuda, de entrega e busca de excelência, é cada vez mais um segundo plano, o facilitismo em que culturalmente estamos a entrar permite que pensem que podem ser melhores sem qualquer tipo de sacrifício, no meu ponto de vista, enganam-se profundamente aqueles que assim pensam, assim não conseguem viver. Face á nossa actual sociedade, dias negros se aproximam, onde claramente vamos passar mal, vamos regredir como nunca e se não houver coesão e jogarmos mãos á obra, nós, nossos filhos, netos e não sei se bisnetos, vão sofrer muito. O desporto que até agora tem sido um elo de ligação entre povos, até esse começa a ceder, como temos visto os Jogos Olímpicos começam a servir de intermediário politico, e começam a utilizá-lo como veiculo de transporte de cargas perigosas, quem pratica desporto é educado perante regras e quem as cumpre sabe que este tipo de oportunismo face ao desporto é completamente inadequado. Já lá vão os tempos em que se escolhiam jovens para serem atletas de elite, agora qualquer um que faça os mínimos pode lá chegar, tal é a escassez da procura e se não fossem os viveiros (escolas) então é que o desporto federado já tinha fechado portas. Não podemos assistir sentados á espera que alguém faça alguma coisa, temos de ser nós todos (educadores, pais e políticos) a ter um papel activo e mudar a sociedade, senão entramos em ruptura definitiva. Até o associativismo está á porta do cemitério, estão em vias de extinção os conhecidos "carolas" aqueles que de livre e espontânea vontade participavam sem qualquer remuneração no processo desportivo e educacional dos jovens, agora para vê-los só com binóculos. Por isso caros jovens cada dia que passa está pior, e amanhã já são homens lançados á selva, sem emprego, sem casa, sem dinheiro , sem estabilidade emocional e sem vivências nenhumas. E assim vai a sociedade e cá fica mais um desabafo.

terça-feira, 29 de abril de 2008

Talvez o jogo mais marcante da minha carreira enquanto jogador ---- Castelo da Maia x CIR Laranjeiro ---- 4º final da Taça de Portugal





A participação dos Seniores Masculinos do CIR Laranjeiro, nos 4ºde final da taça de Portugal, frente ao Campeão Nacional em titulo, foi sem dúvida um dos momentos mais inesquecíveis na minha vida voleibolística. Jogar contra Jorge Alves, João José, De Paula, Pedro Azenha, Bruno Lima, entre outros foi um orgulho e um prazer. Salvo o erro entrámos a perder 8-0 e fizemos o primeiro ponto com um segundo toque meu para #6, o nosso líbero neste jogo, Ricardo Veloso levou uma valente bolada na cara, sem reacção, o bloco era uma enormidade, mas a alegria dominou todo o plantel que mereceu o prémio depois de tanto trabalho.

quarta-feira, 26 de março de 2008

A MINHA 1ª EQUIPA FEDERADA - ENQUANTO ATLETA


Eu já praticava no Desporto Escolar, e aí vou ter de recorrer ás medalhinhas para me relembrar, no entanto esta foi a minha primeira equipa federada e foi também a minha 1ª viagem de avião. Esta equipa foi sem dúvida aquela que mais me marcou enquanto aprendiz, pois eram atletas mais velhos, com uma experiência e vivência do jogo muito superior á minha. Aprendi imenso, também tinha bons professores, mas a quantidade de nova informação e de novos desafios eram diários. Foi um ano onde aprendi muito de voleibol e cresci como pessoa, muitas barreiras se colocaram e muitas respostas tive de dar para corresponder.
Lembro-me de quase tudo e acho que o que vou dizer a seguir vai ser daquelas histórias que contarei a todos os meus atletas e familiares.
O voleibol na margem sul sempre teve poucos clubes e como gostava de voleibol só podia na altura ir para a Siderúrgia Nacional, mas o 1º obstáculo era grande treinos das 22h ás 24h, como fazer? e os meus pais, eu só tinha 16 anos. A sorte é que conheciam o Quim, o treinador e umas vezes de transportes e outras de boleia do treinador, lá fui indo. Depois foi chegar e ver um nível que nunca tinha visto, eu que até gostava de passar, começei a ver distribuidores, para mim que já tinha visto o "Joaõzinho" era um sonho ser como ele, por tudo, pela postura, pela qualidade e pela pessoa, que actualmente considero amigo e que muito me ensinou no voleibol. Mas nem tudo eram maravilhas, havia sempre um ou outro menos tolerante e até chato que partia a cabeça ao puto, que era eu. Ás vezes ainda nem tinha levantado a bola já estavam a mandar vir do passe, ui foi complicado. Quando começou o campeonato nacional o puto começou obviamente no banco, nem sabia o que era o 5-1, quanto mais, pois no desporto escolar era só o 4-2 e já era muito bom. Fui sempre treinando e aprendendo e aqui tirei mais uma lição de vida voleibolistica, é tão importante jogar como ficar no banco e isto não é só blablabla, porque eu aos poucos sabia qual era o meu lugar na equipa, sabia onde podia ser útil e só descansei quando cumpri e fui util para a minha equipa. Eu que sempre tinha passado, começei a receber e a defender (também já tinha sido guarda-redes de futebol e isso foi vantajoso) até que começei a entrar regularmente para fazer aquele pontinho, que me punha ao rubro. A minha confiança foi tanta e a do treinador que num jogo decisivo, no pavilhão São Julião da Barra, contra o Sebastião e Silva (lembro-me como se fosse hoje) num 5º set aos 14-13 para nós, entro para defender (não esquecer que só este set é que era a rally-point)todo eu tremia, a bola é passada para o #4 do Sebastião e Silva que ataca forte, diagonal e adivinhem quem estava a defender #5, eu mesmo, quando de repente me lanço á bola e paro, analiso impulsivamente a trajectória da bola e deixo-a passar, ups foi fora, gánhamos o jogo. Aquele momento foi inesquecivel, a pressão, o acreditar do treinador em mim, foi único. Foram tantos momentos que eu futuramente voltarei a esta mensagem. Só quero identificar os meus colegas de equipa: (da esquerda para a direita e de cima para baixo) em cima: jogador/treinador Quim; Eu Mesmo; Miguel Vargas; Rogério; Alexandre Lopes e César Silva. em baixo: Pedro Mata; Pedro João; Edgar Plácido; João Vitorino; Paulo João e Luis Nunes.
Segunda divisão, actual A2.
P.S: Se tiverem dificuldade em ver a foto, cliquem sobre ela.

domingo, 23 de março de 2008

Somos uma grande família

Penso que na base da educação e formação pessoal, a família desempenha um papel crucial, eu sou um membro babado, tenho uma família espectacular, sempre me proporcionou momentos de excelência e sempre me prepararam para ser autónomo. Tenho os melhores pais do mundo, os melhores irmãos e uma esposa como ninguém. A eles devo tudo o que sei e sem eles não seria tão feliz. Sobre a minha esposa quero falar depois, reservar-lhe um espaço só para si, pois bem merece, agora quero falar sobre o mano Telmo, que sempre me apoiou e que sempre esteve presente á sua maneira, mais reservado do que eu, o que é difícil, tem-me feito pensar muito, pois tem uma visão diferente e que para mim me enriquece muito. Como em tudo sempre me apoiou, mas ultimamente tem sido o meu apoio nos treinos, a sua presença regular faz-me sentir apoiado e sei que se não agir tão bem, ele vai-me transmitir e raramente se engana, por isso faz-me pensar tanto. Tem sido um lutador, algo o continua a incomodar, mas ele continua a lutar, por vezes tem sido doloroso, sofrível, mas a vida por vezes passa-nos rasteiras, mas tens respondido bem. A ti Telmo obrigado. Sobre os meus pais podia passar dias e dias a escrever, são geniais, posso contar com eles para tudo, deram-me uma educação na qual eu me identifico claramente, o maior elogio que lhes posso dar é, espero algum dia poder dar á minha filha aquilo que vocês me têm dado, mas acho que dificilmente conseguirei. A todos vós Obrigado, o que aqui escrevo devia de ser dito mais vezes, mas as condicionantes da vida não o permitem e por vezes é porque pensamos que conseguimos transmitir, mas na maioria das vezes acho que não conseguimos.

sábado, 22 de março de 2008

ORGULHO ENQUANTO IRMÃO E ATLETA


Das muitas coisas que pretendo transmitir neste blog, quero inicialmente salientar aquelas mais importantes e que têm tido em mim um significado muitíssimo grande. Desta forma e na continuidade da notícia anterior vou falar sobre o meu irmão Hugo, pois sendo ele um grande apoiante da minha prestação voleibolistica como familiar, tem-no sido também como atleta, e como foi meu atleta quero conciliar as duas coisas (irmão e atleta). Por isso quero começar por ele. Nesta altura o Hugo desempenha a função de líbero, no SC Caldas, na divisão A2, estando no preciso momento a disputar a 1/2 final do play-off de apuramento para a subida de divisão. Actualmente um dos melhores líberos nacionais, tendo já sido observado pela equipa técnica da selecção nacional. Mas como conseguiu atingir tal performance, muitos desconhecem, mas eu vou fazer a questão de explicar aqui. O Hugo começou a jogar voleibol federado no escalão sénior, acompanhou os treinos da equipa da Sociedade Recreativa Vale Figueira, com 16 anos, não sendo inscrito na terceira divisão, devido á necessidade de fazer dupla subida de escalão. Assim sendo o Hugo federou-se pela 1ª vez no Clube de Instrução e Recreio do Laranjeiro, na equipa Sénior, tendo este ainda a idade de júnior. Mas pelo meio foi à captação a uma das nossas equipas distintas de Lisboa, que não o aceitou porque era da margem sul e blablabla, mas a vida é assim e o trabalho continuou, e já a representar a equipa do C.I.R.Laranjeiro foi chamado para representar a selecção regional da Associação de Voleibol de Lisboa, onde representou a mesma a um bom nível. Passados dois anos participou na festa da subida do C.I.R.L á 2ª divisão, (ainda com idade de júnior)onde jogava com regularidade. Depois manteve-se mais dois anos na 2ª divisão, onde os feitos da equipa a levaram até aos quartos de final da taça de Portugal, frente ao Campeão Nacional - Castelo da Maia, até que a equipa se extinguiu. Em 2004/2005 representou o G.D.Sesimbra, onde após 14 vitórias consecutivas a equipa ficou a uma unha negra da subida á A2. Nesta fase o Hugo já fazia de Líbero á 2 anos. Depois veio o grande salto para a equipa da A2 SC Caldas, foi uma combinação perfeita entre a vida profissional (professor de Educação Física e o Voleibol), pois permitiu-lhe conciliar dois amores, e desde então tem vindo sempre a melhorar a sua prestação. Agora vem o mais importante e que permite que tudo aconteça, 1º o facto de ser um grande atleta, cumpridor a todos os níveis, exigente para consigo, ambicioso, trabalhador, lutador nato, sempre soube o que era treinar e não faz dos treinos um tempo de rotinas, humilde, é uma pessoa que espreme o sumo da aprendizagem e que procura sempre mais. Estes são alguns argumentos, não todos, mas em 2º lugar quero salientar o que tem feito para alcançar o sucesso, os sacrifícios pessoais a que tem sido sujeito e que só estão á altura de poucos, vivendo a muitos quilómetros da "sua casa", muitas vezes na solidão, trabalhando até tarde, não tendo horas de jantar, tendo pouco tempo de repouso, pouco tempo de vida pessoal, vindo ao fim-de-semana (quando é)a casa, é de facto um sacrifício muito grande e já lá vão 2 anos. Em 3º, não querendo ser repetitivo a postura dentro de campo, a entrega ao jogo, o querer vencer, são inexplicáveis. Resumindo sou um irmão orgulhoso, pois vejo nele muito daquilo porque luto e que tento ensinar, actualmente já não vejo muitos assim, mas este é o caminho que continuamos a acreditar, apesar de saber que por vezes estamos desgastados e que o cansaço quase nos quebra, mas é quase, porque depois vamos buscar forças onde ninguém acredita ser possível, é isso que nos faz ser diferentes. Continua a acreditar como sempre acreditas-te, quando "todos" disseram que não era possível tu seguiste em frente, estás melhor e serás melhor, pois quem se dedica como tu te dedicas só pode alcançar o sucesso e quem disser o contrário, ou é por inveja ou porque nunca conseguirá fazer o mesmo. Para terminar mais uma vez te digo sinto muito orgulho de ti como meu irmão e como meu atleta, gostava que alguns (só alguns)dos meus actuais atletas conseguissem absorver do voleibol aquilo que tu absorves-te, és sem dúvida uma grande pessoa e um grande atleta e eu espero ter contribuído para isso. Beijos e abraços.
P.S.- Este ano fazes-me muita falta nos miúdos, contigo não sei se não éramos campeões nacionais.

... E poder sempre contar com o apoio da família

"Parabens tambem por mais um titulo no teu curriculo, visto que no sabado foi conquistado mais um campeonato regional, agora de juvenis. Foi apenas mais uma confirmaçao do melhor treinador que tive, visto que se aqueles miudos sao alguem no voleibol a ti devem tudo. Já agora foi mais uma "chapada" naqueles que à 1ª derrota criticaram sem nada perceberem de voleibol e que deviam agradecer todos os dias o "milagre" que fazes com os seus educandos. Nesta fase da vida ao nivel do voleibol ja nao precisas de mais provas és dos melhores e espero no final do ano dedicar a ti tudo aquilo que sei e que aprendi contigo."
Mano Hugo Maria - 23/11/2007

Vale a pena viver para sentir que somos uteis( das melhores coisas que ouvi na minha vida, vinda de um amigo e ex-atleta)

Sergio diz:
2/Set/2007 2:17
Reflexão...
Uma pessoa passa por momentos de alegria e momentos de tristeza na vida. Aprende a viver, conviver e em casos extremos, sobreviver. Uns bons, outros maus, uns altos, outros baixos...mas todos somos pessoas. Todos padecemos dos mesmos males, das mesmas inseguranças e de tudo o que nos torna humanos. Qual é então a diferença entre uma pessoa egoista e uma pessoa altruísta? Ao fim de 27 anos de vida, 18 anos de estudo, 10 anos de voleibol, finalmente descobri um nome para altruísmo...Nuno Maria! Voleibol na margem sul...chama-se Nuno Maria! Todos os grandes, médios ou pequenos jogadores conhecem este nome. Todos os treinadores reconhecem o mérito. Mas o que sobressai em ti Nuno é sobretudo a forma como te entregas ao trabalho, formando jovens, tornando-os jogadores, fazendo-os acreditar que o potencial está lá, que tudo advém de trabalho e seriedade. Acredito que formes equipas, acredito que formes jogadores. Mas acredito ainda mais que formes homens, cidadãos e com isso tragas futuro a este país! Porque alguém que trabalha da forma como o fazes, não só a nível desportivo, mas também social, tem um papel importante na sociedade e nunca poderá ser descredibilizado! Ter-te conhecido, seres meu mister tantos anos, trouxe-me muitos momentos críticos. Alguns foram maus...muito trabalho, o teu alertar constante, a pressão que impunhas...obrigando-me variadíssimas vezes a pensar no que me dizias! Mas olhando para trás...tudo foi bom! Sabes que tiveste impacto em mim em muitas situações difíceis...sabes que passei por muito e que o voleibol foi muitas vezes o escape para os dias maus! Mas se hoje sou quem sou...devo-o ao voleibol e sobretudo ao homem que desenvolveu a modalidade na margem sul! Conquistaste o meu respeito, ao longo desta década de convivência. Por isso digo-te que além de meu eterno Mister és também meu amigo!
Sérgio Martinho

Para Quê?

Este blog é um local de reflexões sobre a vida, o voleibol e a Educação Física. Deste modo é sobre tudo aquilo que me move.Por vezes é dificil fazer chegar as acções e os sentimentos a outros, espero que com este blog consiga informar mais, melhor e conversar sobre temas interessantes e que acho importante partilhar.

Blog pessoal de Nuno Maria

Hugo Maria - Voleibol