sexta-feira, 22 de julho de 2011

O "Em prego"





Não me enganei no título, é claramente um prego no sapato, só que este nem enterra a fundo, nem sai e fica espetado parcialmente. O meu emprego continua a ser um "em prego", continuo à 12 anos a contrato e horizontes de entrar no quadro nem vê-los. E é um emprego porque é um contrato a termo, se fosse como muitos dos meus "colegas" seria trabalho, uns de uma maneira, outros de outra mas pronto mesmo que nem todos trabalhem no verdadeiro sentido da palavra, alguma coisa fazem (mas isso é como em todas as profissões).
Mas para além disso existe a abordagem da "escola" que tem duas categorias - os professores e os professores contratados, sendo esta segunda uma classe um pouco diferente com menos experiência, mais horas, recebe menos, poucas opiniões pessoais, poucas tomadas de decisão importantes, coisas mais superfulas, pequenos detalhes.
No entanto ainda me felicito por ter trabalho, mas ser contratado é uma tristeza, pois independentemente do tempo de serviço, da qualidade do teu trabalho, é quase sempre sinónimo de “obrigação”, “comer e calar” e de “como és mais novo …”. É pena é que só não é obrigação nas regalias e na equidade.
E aqui fica mais um desabafo, pois há dias assim. 
P.S.: E pregos só gosto no pão com um pouco de mostarda.

Hugo Maria - Voleibol