sábado, 20 de outubro de 2012

Vivendo e aprendendo

Vivendo e aprendendo. 
Cada dia que passa uma nova lição de vida. 
Aquilo que num dia parece certo, no outro é errado. 
A adaptação e a capacidade de adequação do ser humano a cada nova situação é um mundo.
A zona de desconforto tem de estar sempre presente, senão a acomodação impõe-se.
Nem tudo o que parece é, e nem sempre o que as pessoas aparentam ser o são.

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Época desportiva 2011/2012

Achei que o momento certo para falar da época passada seria agora no início da próxima.
Muita coisa podia ser dita e referida, mas vou tentar ser incisivo.
Foi uma época preparada com muita antecedência e com muito rigor, tudo foi pensado ao pormenor e o objectivo foi sempre dar continuidade ao trabalho realizado na formação e poder formar uma equipa competitiva onde a mesma possa divulgar o voleibol da margem Sul e possa ser uma referencia nacional. O grupo de pessoas/atletas foi excepcional pois todas acreditaram no projecto e dedicaram-se ao objectivo, chegar à fase final e sonhar com o título e sobretudo com a subida de divisão.
A primeira fase nacional foi importante para criar rotinas e métodos de trabalho, bem como para permitir a todas as atletas que pudessem demonstrar o seu trabalho e a sua capacidade de resposta, as oportunidades foram dadas e a resposta de todo o grupo deu logo para perceber a homogeneidade do mesmo, o que na fase final foi fundamental, pois quando alguma não esteve no seu melhor, sempre houve quem entrasse e estivesse preparada.
Depois na segunda fase ao nível competitivo tivemos uma equipa que cresceu e nos criou outras dificuldades, situação que foi importante pois o grande número de vitorias criou-nos algum conforto, conforto esse enganador pois sabíamos que ainda não era suficiente. Depois de analisadas as equipas do norte, conforme esperado estas tinham tido um campeonato mais competitivo e tinham outros argumentos, no entanto estávamos cientes que nada era impossível e que o trabalho que estávamos a realizar estava no bom caminho.
Como em todos os grupos também passamos por dificuldades, não só em termos de lesões, como regulamentares, como relacionais, no entanto a cumplicidade e o espírito de grupo foram sempre ultrapassando as barreiras com excelência e sem nunca perder de vista a meta final.
Antes de partirmos para a fase final sentimos ansiedade e o grupo demonstrou cansaço pelo facto da competição ser tão repetitiva e jogar-mos sempre com as mesmas equipas, chegamos a jogar com a mesma equipa 7 vezes.
Mas o sentimento de preparação e a capacidade de resposta foi muito visível no primeiro jogo da fase final, onde apesar da derrota jogamos de igual para igual e com grande classe. A conversa no balneário depois do primeiro jogo fez-me sentir que aquela era a minha equipa, muito orgulhoso e satisfeito com o trabalho, senti ali que no segundo jogo entraríamos com tudo, pois não nos abalou em nada pelo contrario deu-nos muita força. Fizemos um segundo grande jogo e batemos a equipa da casa por 3-0, foi muito positivo.
Quero salientar que a analise e a preparação desta fase foi muito produtiva, pois a forma minuciosa como nos preparamos deu-nos uma leitura muito boa dos adversários e em nenhum jogo fomos surpreendidos, sabíamos onde e como iam fazer e isso foi muito importante nesta fase final, pois defendo que os mais e melhor preparados são sempre aqueles que mais hipóteses têm de vencer.
Após a vitória no ultimo jogo, ficamos tristes por não ter-mos sido primeiros, mas o segundo lugar foi conquistado com muito suor e esforço, por isso o contraste de sentimentos, o de tristeza de não termos vencido e o de alegria, pois estávamos preparados e tudo fizemos para vencer e quando assim é à que ficar feliz.
Eu fiquei muito orgulhoso do grupo, que ao nível atlético e humano foi excepcional, num primeiro ano juntas fizeram muitos progressos e contra muitos e muitas conseguiram crescer e acreditar num objectivo conquistado com muitoooo  e bom trabalho.
Foi uma fase final muito especial e que jamais esquecerei, todas as fases finais têm contornos diferentes, mas esta foi mesmo diferente, pois o reconhecimento das atletas face ao meu trabalho foi incansavel e agradece-lhos muito o carinho e a forma como me trataram, senti muita gratidão, muito obrigado a todos. 
Podia aqui deixar alguns recados, uns institucionais, outros pessoais, mas não vale a pena, pois sempre existe desdenha e inveja, e o que mais interessa não é isso, é permitir às atletas oportunidades únicas, pois o mais importante é cada uma delas e a equipa que formam, todos os outros são pormenores, que às vezes se acham importantes.
Foi um ano de muito trabalho do clube, a gestão, a organização, foi muito complexa, mas tudo o que definidos alcançamos enquanto clube, reconheço que temos muito que crescer e temos de tirar ilações  do que não correu tão bem, mas tudo faz parte. Na PEL tudo o que se faz é para as meninas e para o voleibol e isso diferencia-nos de outros clubes e é muito bom fazer parte deste projecto. Quero agradecer a todos os técnicos do clube, agradecer em especial a duas pessoas que trabalharam com as seniores mais directamente, ao Nuno Machado pela sua ajuda e dedicação à equipa e ao professor Pelágio que continua a suportar o projecto. Também quero agradecer à Escola Pedro Eanes Lobato, por acreditar e manter o projecto, aos nossos patrocinadores, a toda a nossa formação e a todos os simpatizantes que nos apoiam. Não podia deixar de agradecer a todas as nossas famílias que nos ajudam a manter o amor pelo voleibol, sabendo que este é também um grande amor de nossas vidas.
Meninas independentemente da divisão só temos de continuar o nosso trabalho, o caminho sabemos qual é. Quero vos dizer que por tudo isto aqui vou continuar, apesar dos convites ambiciosos e de bons projectos que os sustentam, eu não ia abandonar algo em que acredito e do qual me identifico, pois vivo onde me sinto feliz e aqui sou muito feliz, quando deixar de ser todas vocês perceberão porque sou claro como água.
Obrigado meninas.

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Iniciação no voleibol

Ser treinador em escalões de formação iniciais cria em vários momentos muitas dúvidas. É sobre algumas delas que gostaria de falar e expor a minha opinião. Num estado inicial da formação o mais importante é o desenvolvimento integral da criança, respeitar os seus períodos de desenvolvimento motor e saber quais as prioridades da criança. Muitos treinadores inicialmente preocupam-se demasiado com o ensino da técnica e deixam de perceber o que é mais importante desenvolver nesta fase inicial. Numa fase inicial a criança não quer saber da modalidade, a criança quer sim divertir-se e ter sucesso, ganhar e jogar muito. As capacidades físicas condicionais e coordenativas são essenciais na criação de uma boa base de formação física. Por isso na primeira fase as crianças devem jogar muito, desenvolvendo as suas capacidades motoras, através do JOGO. Depois de termos definido claramente uma prioridade, podemos passar ao passo seguinte, mas nunca deixando de investir na nossa 1ª prioridade. O passo seguinte passa pelo ensino da técnica, primeiro a técnica que permita sustentação (passe) sempre enquadrada com o jogo, o 1+1, 1x1, depois o 2+2, 2x2, o remate e por aí fora. Os jogos reduzidos condicionados são um excelente meio de aprendizagem da técnica, no entanto o condicionar deve ser rigoroso, tendo como êxito a correta utilização da técnica. Tenho analisado vários modelos iniciais desenvolvidos no Mundo, sobretudo em França, Espanha e Brasil, tenho visto muitas coisas interessantes e devidamente pensadas, situações de jogo muito próprias e com grande conteúdo técnico, situações de jogo com materiais externos, muita coisa pedagógica e que para além do ensino do voleibol, junta sempre o desenvolvimento motor, o jogo e o voleibol. Depois nunca nos podemos esquecer que as crianças adoram brincar e sobretudo com outros amiguinhos. Ás vezes tenho dificuldades em entender alguns comentários de treinadores de infantis e iniciados que por vezes dizem, os miúdos "andam desmotivados", "desmotivam", não entendo quem não consegue motivar uma criança nesta altura, dificilmente conseguirá motivar alguém futuramente, nesta altura é muito fácil motivar, é brincar, jogar e ir ao encontro da criança, misturar as aprendizagens iniciais e temos uma criança preparada para iniciar o voleibol. 

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Fase Final Séniores Femininos - 3ª divisão

A um dia da disputa de mais uma fase final e do culminar de mais uma época desportiva, estou confiante e satisfeito com o trabalho realizado. Apesar de alguns altos e baixos (inerentes ao processo competitivo), sinto a equipa preparada e espero que se supere e mostre o seu real valor.
Depois de termos realizado uma primeira fase sem grandes dificuldades competitivas, felizmente a equipa da Filipa de Lencastre progrediu bastante e permitiu-nos enfrentar dificuldades até ali não apresentadas. Agora temos a tão desejada fase final, contra reconhecidas escolas do voleibol nacional, será uma nova experiência para muitas das nossas atletas e um momento de progressão, pois é perante as dificuldades que crescemos e nos superamos.
Lembro que é o primeiro ano em que o clube cria uma equipa sénior, que é o primeiro ano sénior de muitas e é o primeiro ano do grupo. Lembro também que até ao dia de hoje nada está conquistado, mas certamente muitas atletas/equipas gostariam de ter tido o nosso percurso.
Desejo que meninas se divirtam e gozem o voleibol, porque isso é o mais importante, vamos também ter muito mais tempos juntos, momentos especiais de união, que durante todo o ano são praticamentente impossiveis. Por isso tudo os dados estão lançados, temos agora de lutar e viver os momentos.
Boa sorte meninas.

Hugo Maria - Voleibol