Mais do que as palavras, os atos.
O projeto de voleibol da PEL, tem nomeado um conjunto de princípios que claramente a destacam de muitos outros clubes, esses princípios previligiam uma ocupação desportiva direccionada para o voleibol, onde os valores pedagógicos e a acção junto da comunidade e no meio do voleibol se realçam.
Os valores incutidos só podem ganhar dimensão e atingir as nossas atletas, se a nossa estrutura funcionar como tal, o exemplo vem de cima e tem no meu ponto de vista, sido dado. Obviamente que em muitos momentos erramos o que é natural, agora as tomadas de decisão tentam sempre respeitar o próximo e serem corretas.
A PEL não foi criada para vencer a todo o custo, longe disso, antes dos resultados desportivos, estão muitos valores, como os educativos, os escolares, os relacionais, os cooperativos, entre outros.
É em momentos como aquele que estamos a passar que vemos as diferenças, aqui ninguém deixa de jogar por não ter condições económicas, aqui a vertente humana é crucial. Aqui na maioria das vezes previligiamos as relações pessoais e as relações com os outros, aqui ajudamos o próximo, aqui tentamos minimizar carências profissionais daqueles que estão connosco e tentamos que a nossa comunidade possa apoiar as nossas jovens, aqui procuramos viver em família.
Aqui ficamos muito mais sentidos com as atitudes do que outros, mais importante do que as vitórias ou as derrotas, são essas atitudes, pois mais jogo menos jogo, mais vitória menos vitória, não nos leva a lado nenhum, agora as atitudes sim, ficam, marcam e deixam um rasto difícil de apagar.
A PEL, mesmo ao nível competitivo sénior, no topo da pirâmide não deseja passar por cima de ninguém, deseja construir e vencer se tiver condições para tal. Sabe a realidade em que está inserida e o grupo que tem, vive com os pés bem assentes no chão, sem megalomanias e sem tratamentos diferenciados.
Exemplo disso são os nossos actos e as atitudes que temos perante as adversidades alheias, como aquelas que tivemos no ano passado e que nos deixam muito orgulhosos, pois a quando de uma deslocação a casa de um adversário directo, num jogo importante para apuramento para a serie dos primeiros e face ao impedimento do seu recinto de jogo e recinto alternativo, por este se encontrar escorregadio, a PEL representada pelo seu treinador principal, dirigiu-se ao treinador adversário e sugeriu-lhe que fossem jogar ao nosso recinto alternativo, o que sucedeu e mais, permitimos a troca das jornadas, de modo a que essa equipa pudesse fazer o outro jogo que seria na nossa casa, na sua, em nenhum momento pensamos sequer em protestar o jogo, que era obviamente um direito que tínhamos. Mas conhecendo-nos nós todos neste mundo pequeno do voleibol e sabendo nós todos das realidades dos clubes e das dificuldades que todos temos em manter o voleibol, seria o que se impunha? Podia respeitar tal decisão, mas não a considero interiormente como correta, ando há muitos anos no voleibol, por acaso nunca protestei nenhum jogo devido às condições do piso, sempre procurei com os adversários encontrar soluções, pois só vou ao voleibol para jogar e ganhar no sítio onde trabalho diariamente, dentro do campo, para colocar em prática aquilo que treino, se treino mal ganho menos vezes, se treino bem ganho mais algumas, mas acima de tudo sinto-me bem como vivo no voleibol, também tenho atitudes menos corretas, no calor das situações que sinto injustas e sou o meu principal critico, mas não participo no voleibol com más intenções, nem pretendo criar problemas, pelo contrário.
Estes valores mantém-me no voleibol e dão-me força para continuar, na PEL eu identifico-me muito com a forma de estar, com a filosofia, por isso falo do clube PEL sempre com muita alegria, alegria essa que foi construída com príncipios, por pessoas que estão neste projecto desde a sua criação e isso faz toda a diferença, pois sabem o que custa manter esta estrutura e sabem que fazem tudo para manter a mesma com a maior dignidade e qualidade possíveis.
Na PEL formamos primeiro pessoas e depois atletas, trabalhamos para todas as meninas e só nos preocupamos com aquilo que fazemos no nosso clube.
Eu vejo assim a PEL, o meu contributo é neste sentido e trabalho todos os dias com isto em mente, este é o meu ponto de vista, e tudo o que aqui escrevi são as minhas convicções enquanto membro da família PEL.