No meio do egocentrismo prevalece
sempre o comparativo, porque está incutido na sociedade a necessidade de nos
compararmos uns com os outros. Em tudo quando se compara torna-se um
partido/lado.
O comparativo muitas vezes faz
com que a avaliação e o rigor da analise seja turva, comparando, e onde os
menos ou piores são ainda mais prejudicados.
Quando comparamos ações estas são
muitas vezes de fácil decisão e de visibilidade significativa, muitas vezes na
comparação das ações juntamos aquilo que defendemos e a personalidade que nos
define, sendo muitas vezes o “eu” o termo comparativo.
Quando comparamos sentimentos
aqui tudo é muito mais difícil, pois as marcas ficam e a comparação é sempre
feita com aquilo que gostamos/gostámos/gostávamos e sentimos.
Comparamos neste momento quase
tudo, comparamos desempenhos, formas de vida, comparamo-nos com o vizinho, com
o colega do trabalho. O nosso quotidiano é feito de comparações, vamos ao
supermercado e comparamos preços, qualidade dos produtos, produtos, tudo é comparável.
Mas só temos muitas vezes comparação
porque existem opções para compararmos precisamos de mais do que um/uma, se
nunca existir mais de um nunca poderemos comparar.
Associado a esta comparação vem a
critica, é muito mais fácil criticar e argumentar quando temos comparação.
Muitas vezes sem termos argumentos a própria comparação prevalece.
Numa altura em que vamos a votos
é fácil comparar, é fácil decidir entre o mau e o péssimo, chegando à conclusão
que muitas vezes as comparações enaltecem o mau e extremarão o péssimo, nunca
sendo o resultado final satisfatório.
Quando começamos uma análise e
primeiramente comparamos, muitas vezes somos injustos e não avaliamos
devidamente. Concordo que não é fácil não comparar, mas nem sempre é a opção
correta para iniciar processos.
Um outro e grande problema é
quando somos nós a compararmo-nos, alguns deixam de ser e de existir pois vivem
na comparação com os outros. E como em tudo na vida há melhores e piores do que
nós, mas é um grande problema quando nos achamos os maiores/melhores ou nos
achamos os piores. Cada um deve viver sentindo aquilo que depende de si, dos
seus valores, das suas capacidades/competências, deve viver tentando ser e
fazer melhor com aquilo que tem, que nasceu e definir o seu caminho, olhando
para a comparação só para saber onde está.
O que define o comparativo é
também a vivência, as experiências tornam a comparação mais acertada e com
menos probabilidade de erro.
A comparação pode servir de
referência, mas não deve servir de caminho.