segunda-feira, 7 de setembro de 2015

O Comparativo


No meio do egocentrismo prevalece sempre o comparativo, porque está incutido na sociedade a necessidade de nos compararmos uns com os outros. Em tudo quando se compara torna-se um partido/lado.
O comparativo muitas vezes faz com que a avaliação e o rigor da analise seja turva, comparando, e onde os menos ou piores são ainda mais prejudicados.
Quando comparamos ações estas são muitas vezes de fácil decisão e de visibilidade significativa, muitas vezes na comparação das ações juntamos aquilo que defendemos e a personalidade que nos define, sendo muitas vezes o “eu” o termo comparativo.
Quando comparamos sentimentos aqui tudo é muito mais difícil, pois as marcas ficam e a comparação é sempre feita com aquilo que gostamos/gostámos/gostávamos e sentimos.
Comparamos neste momento quase tudo, comparamos desempenhos, formas de vida, comparamo-nos com o vizinho, com o colega do trabalho. O nosso quotidiano é feito de comparações, vamos ao supermercado e comparamos preços, qualidade dos produtos, produtos, tudo é comparável.
Mas só temos muitas vezes comparação porque existem opções para compararmos precisamos de mais do que um/uma, se nunca existir mais de um nunca poderemos comparar.
Associado a esta comparação vem a critica, é muito mais fácil criticar e argumentar quando temos comparação. Muitas vezes sem termos argumentos a própria comparação prevalece.
Numa altura em que vamos a votos é fácil comparar, é fácil decidir entre o mau e o péssimo, chegando à conclusão que muitas vezes as comparações enaltecem o mau e extremarão o péssimo, nunca sendo o resultado final satisfatório.
Quando começamos uma análise e primeiramente comparamos, muitas vezes somos injustos e não avaliamos devidamente. Concordo que não é fácil não comparar, mas nem sempre é a opção correta para iniciar processos.
Um outro e grande problema é quando somos nós a compararmo-nos, alguns deixam de ser e de existir pois vivem na comparação com os outros. E como em tudo na vida há melhores e piores do que nós, mas é um grande problema quando nos achamos os maiores/melhores ou nos achamos os piores. Cada um deve viver sentindo aquilo que depende de si, dos seus valores, das suas capacidades/competências, deve viver tentando ser e fazer melhor com aquilo que tem, que nasceu e definir o seu caminho, olhando para a comparação só para saber onde está.
O que define o comparativo é também a vivência, as experiências tornam a comparação mais acertada e com menos probabilidade de erro.

A comparação pode servir de referência, mas não deve servir de caminho. 

Hugo Maria - Voleibol