E eis que chegámos a mais uma fase difícil da formação de jovens atletas. É a altura dos jovens começarem a fazer as suas escolhas e de começarem a planificar a sua vida pessoal. Esta é a altura para se separar aqueles que realmente gostam e querem, daqueles que andaram a passar o tempo. É um pouco doloroso para mim que dou muito de mim em prol de todos e que vejo alguns a partirem, mas sei que é mesmo assim. Aqueles que vão sair raramente têm capacidade de ver que já não conseguiam lá estar e que normalmente arranjam um pretexto para sair. Esta tem sido uma constatação que tenho feito, mas para mim tem sempre um sabor a amargo, depois de tudo o que se faz por eles, o mais digno e o que considero mais razoável era agradecerem o que fiz por eles e seguirem suas vidas de consciência tranquila, assim arranjando pretextos mal fundamentados é menos ético e levam um peso consigo. Todos temos de ter a humildade para reconhecer que em muitos momentos da vida, todos falhamos, mas mais difícil ainda é saber perdoar os erros. Esta é uma filosofia de vida para mim, não é só da boca para fora. Isto para dizer, que por muitos erros que eu tenha cometido, estes foram sempre com o objectivo de ajudar cada um, e de ajudar um todo, a equipa e que quando não concordam com a pessoa que lidera têm de saber aceitar. Agora o mais grave de tudo é quando se pensa que o outro erra e estamos errados, pois é mais fácil criticar o próximo do que aceitar que se erra, aí sim é difícil de se alcançar e poucos conseguem fazer uma introspecção e verificar que afinal o erro era seu. Quando se tem uma função numa equipa é preciso saber bem a sua importância e quando se desviamos dessa função é preciso pedir ajuda para voltarmos ao caminho certo. As relações inter-pessoais nunca são fáceis, as equipas por vezes são como famílias, têm períodos menos bons, com discussões, com problemas e se sempre que aparecesse um problema, houvesse um divórcio, estávamos mal, mas se calhar é por isso é que cada vez há mais divórcios, pois a tolerância para com o outro é mínima, pois a nossa sociedade assim se tem alterado. Não é que ás vezes não seja o melhor, mas primeiro acho que se devem esgotar todas as formas de resolução. E assim terminamos mais um ciclo, onde uns desistem e outros continuam, É A VIDA.
QUERO DAR OS PARABÉNS AO TEU IRMÃO HUGO QUE SUBIU À PRIMEIRA DIVISÃO. PARABÉNS PARA TI QUE NÃO SUBISTE PORQUE SEMPRE LÁ ESTIVESTE. É TAMBÉM UM PRAZER VER A CUMPLICIDADE QUE EXISTE ENTRE VÓS, NÃO DEIXEM QUE O TEMPO OU A DISTÂNCIA DESAPERTE ESSE LAÇO. PARABÉNS AOS MARIAS.
ResponderEliminar