Bom eu bem que me quero calar mas estas coisas que se passam são manifestamente ataques à minha inteligência e à minha tolerância.
Esta prova de ingresso na carreira que já mudou de nome para prova de ingresso na profissão é algo do mais ofensivo e intelectualmente vazio de valores. É ridículo e um atestado de incompetência para o próprio sistema, pois vai permitir informar alguns milhares de pais/encarregados de educação que aquele professor que durante 15 ou mesmo 20 anos leccionou não tinha competências e que o seu filho foi instruído por um incompetente. Eu como pai pediria contas a quem de direito, isto se ainda existir alguém de direito neste país.
Não é um teste que está em questão, são as faculdades/universidades/ politécnicos com cursos homologados pelo ministério, são directores que avaliam e que reconduzem, é a magistral avaliação docente, são os avaliadores dos docentes, são as comissões de avaliação, são os formadores dos centros de formação, todos maus profissionais e incompetentes!!!
Numa ciência como a educação, eu não consigo conceber como é possível ver a competência de um docente através de um teste, se é assim porque é que os parâmetros da avaliação de docentes da ADD são outros e contemplam parâmetros de relações com os alunos, de ensino individualizado, de observações de aulas, etc, etc.
Eu estou disposto a ser avaliado ao lado da mesa dos senhores que querem implementar esta prova e coloco a minha folha de registo lá em cima com todo o trabalho, avaliação, pareceres daquilo que tenho feito na escola e depois vamos todos dar aulas e participar nas actividades e diferentes funções na escola, assim eu aceito. E mais ainda perguntaremos directamente aos alunos e Encarregados de Educação como avaliam todas as prestações.
Eu que dou valores aos meus alunos para além dos ensinamentos, com que cara e com que dignidade vou encarar um aluno dizendo-lhe que vou fazer uma prova para ingressar na profissão depois de leccionar e dar tudo o que tenho durante 13 anos. É humilhante, um descrédito, um ataque ao professor enquanto pessoa e enquanto profissional.
NÃO TENHO MEDO DE NENHUMA PROVA, pois todos os dias tenho de provar aos meus alunos e esses sim são os meus grandes avaliadores e é para eles que eu aprendi, para os ensinar. Agora depois destes anos todos que tenho de provar para ser professor? Uma prova escrita?
Só podem estar a brincar, é uma vergonha e ultrapassa o razoável.
E para quando sair o resultado às medidas implementadas e aos resultados escolares apresentados? Os dados são de conhecimento público. Quero ver quem foi o responsável por estes resultados e se teve mais de 14, pois quero ver quem vai ficar sem trabalho.
Mas se este modelo é tão necessário porque é que não é implementado em toda a função pública? Porque é que os políticos não realizam uma prova destas? Qual o requisito, as competências académicas dos políticos? Bem, vamos lá ver então, muitos daqueles que aprovam estas leis e decretos têm menos formacão do que eu? Mas porque é que eu tenho de aceitar que alguém aprove a minha avaliação sem ser tão qualificado como eu? E quem me vai fazer e avaliar o teste? Não pode ser nenhum professor da faculdade pois se não teve competência para me formar de forma reconhecida, também não terá agora; alguém da escola especializado em supervisão pedagógica, também não pode, pois o doutoramento ou mestrado também pressupõe uma licenciatura e assim se estas não são reconhecidas, e ainda mais, normalmente estes docentes fazem parte da comissão de avaliação da escola e se essa avaliação não é reconhecida. Já agora a avaliação docente serve para quê? Por isso quem é que será a mente supra- sumo que irá conceber e avaliar as provas?
Cortarem tudo sem olharem a meios já é muitoooo mau, agora quererem fazer de mim incompetente, ignorante, desqualificado e estúpido, já é demais e já começa a cheirar muitoooo mallll.
segunda-feira, 26 de agosto de 2013
domingo, 11 de agosto de 2013
Jogo aberto
Estamos na preparação da época
desportiva, mas sempre com muito trabalho para dinamizar e ideias para
consolidar.
No entanto quando formei o meu
grupo sénior, sabia das dificuldades que teria, nomeadamente na angariação de
atletas com perfil para dar qualidade à mesma e que obviamente se juntariam a
um grupo de atletas jovens, com muita margem de progressão e que pudessem dar
continuidade e estabilizar o grupo.
Sinceramente se me dissessem
agora que conto com este grupo de trabalho, pensaria como é possível, sobretudo
por nos encontrarmos na margem sul, não quero continuar a dar enfase a isso,
mas a realidade é que esta barreira física e sobretudo psicológica é muito
limitadora. Para alguém aceitar vir jogar para este lado parece que tem de passar
a muralha da China a pé.
Mesmo acreditando no trabalho que
aqui é realizado é sempre difícil chegarmos a bom porto, pois aquilo que
oferecemos é sempre insuficiente e parte sempre atrás dos clubes de Lisboa.
Mas passando á frente, aquilo que
mais me tem deixado feliz é a forma como as pessoas que estão na equipa se têm
dedicado e participado neste projecto. Acho que percebem a sua importância e
que isso aliado ao seu amor pelo voleibol supera e ultrapassa os obstáculos.
Acho no entanto que ainda muita gente
não percebeu o que a seguir vou explicar, para que se perceba a importância do
projecto e desta equipa sénior.
Esta é claramente uma equipa
feminina de voleibol que vai ficar na história da margem sul, eu puxando da
história do voleibol na margem sul, não me lembro, nem tenho conhecimento de um
grupo a disputar a segunda divisão, na série dos primeiros, ou seja, com
qualidade para disputar com os melhores os acessos à divisão principal. Se
estiver enganado peço-vos que me corrijam. Eu estou a falar de pelo menos vinte
anos, trinta, quarenta, na vertente feminina. Mesmo na masculina a última
equipa da margem sul a disputar a primeira divisão foi o CIRL e depois disso na
segunda divisão o CP Siderurgia Nacional e o Volei Clube do SUL (que na altura
tinha outra denominação), fora estas equipas mais recentemente, o CIRL e o
Sesimbra, na segunda divisão.
Obviamente que muito tem crescido
o voleibol feminino na margem sul, sobretudo na última década, muito alimentado
pelo desporto escolar que apresenta um número muito grande de praticantes, o
masculino por seu lado está praticamente morto, com empurrões espontâneos que
rapidamente se apagam. Muita e boa formação tem surgido na vertente feminina e
não posso deixar de destacar o grupo iniciado e trabalhado pelo Paulo Soromenho
que actualmente tem atletas na selecção, na primeira e segunda divisão. O nosso
trabalho na PEL também tem dado boas atletas e este grupo sénior tem muitas
atletas com vinte e um anos com muita qualidade e que têm evoluído muito,
contando com algumas formadas por nós e outras nos nossos clubes vizinhos.
Por isso continuo a achar que é
muito importante manter a qualidade deste grupo sénior, é importante ter uma
referência na margem sul, pois todos os clubes ganham com isso, é uma imagem
nacional e uma referência local para as nossas atletas mais novas e para as
atletas das outras equipas.
Eu fico muito contente por ver
tantas jovens na margem sul a praticar voleibol, a terem aquela rivalidade
saudável, que só faz querer ser melhor e crescer. Gosto muito de ver o numero
de clubes a crescer e a melhorarem o seu trabalho, gosto muito de ver as
escolas a identificarem-se com os projectos e a enviarem as alunas para os
treinos. Os clubes como o Sesimbra, o CR Piedense, o Volei Clube do Sul, recentemente
o Fogueteiro, vêm dar maior visibilidade ao voleibol sulista e todos ficamos a
ganhar com isso, sobretudo se todos formos melhores.
Se somos muito desunidos e
afastados, sim somos e lamento, pois assim limitaremos o nosso desenvolvimento,
mas se é assim que funcionamos, tudo bem, já é muito importante o trabalho que
cada um de nós desenvolve, mas sinceramente acho que podíamos e devíamos abrir
a nossa mentalidade e sentarmo-nos para melhorar o trabalho de todos.
Porque não pontualmente e
rotativamente trabalho partilhado, treinos conjuntos e partilha de ideias?
Porque não desenvolvermos em conjunto reuniões/seminários? Porque não criarmos
um plano estratégico e de desenvolvimento conjunto? Porque não aproveitarmos
eventos que já se realizam e todos juntos tornarmos os mesmos referências
nacionais? Podia deixar aqui mais umas ideias mas acho que ficariam melhor numa
mesa de trabalho onde estou sempre disponível.
Às atletas da PEL que permitem à
margem sul desenvolver o seu voleibol, o meu muito obrigado, espero que saibam
o tamanho da responsabilidade que têm sobre os vossos ombros e que o meu maior
desejo é que se mantenham juntas e quando assim não puder ser que façam parte
da nossa estrutura para crescermos juntos e com mais qualidade, pois é com os melhores
que crescemos e aprendemos. É um luxo neste momento podermos ter tantas atletas
com qualidade juntas, aqui e neste projecto, pois estou consciente da
importância de estarmos onde estamos e da responsabilidade de nos mantermos
assim, sei que será muito difícil mas acho que se soubermos que aquilo que
transportamos é amor ao voleibol, à nossa PEL e a referência de muitas jovens
da margem sul que olham para vocês como exemplos e padrões a seguir, acho que
vale a pena.
Aqui não se trocam treinadores
por trocar, aqui não chovem atletas, aqui vivemos dos momentos e daquilo que
acreditamos, estou convicto daquilo que estou a dizer e acredito plenamente
nisso, porque senão em alguns momentos teria sido mais fácil mudar de margem,
mas acredito nesta margem e sei da importância do voleibol na margem sul, para
milhares de jovens desde o desporto escolar ao federado e tenho também a
responsabilidade partilhada com muitos dos que trabalham nesta margem de
continuar a trabalhar mais e melhor para termos na margem sul bom voleibol sem
dependermos directamente da ponte para termos identidade.
Que fique claro não pretendo
abrir guerra às margens, não pretendo fracturar nada, gostava sim que o
voleibol fosse mais partilhado e unido e se pudermos regionalmente formar estruturas
mais sólidas e solidárias acho que seria um bom princípio para todos nos
desenvolvermos. E não se esqueçam se não for cada um de nós a preocupar-se e a
tentar ajudar, ninguém vai fazer por nós.
domingo, 4 de agosto de 2013
O certo
Afinal o que é certo? Tantas vezes nos interrogamos e tantas vezes tentamos arranjar uma resposta. Aquilo que muitas vezes devia ser tão simples e óbvio, muitas vezes ganha diferentes dimensões e significados diferenciados.
Sempre que se tenta fazer o que achamos certo, deveríamos ter a certeza do que é realmente errado, pelo menos termos uma noção para termos um ponto de partida.
O certo devia ser racional, ponderado, no entanto quando o certo chega ao coração, muitas vezes toma a forma de errado e outras vezes sabendo que está errado toma uma dimensão de certo.
O certo muitas vezes é incompleto e aí podemos considerar certo ou errado, outras vezes o certo depende dos critérios da avaliação ao mesmo.
Outro prisma é aquele paradoxo onde hoje aquilo que está certo, amanhã está errado, a linha do certo então pode ser finita, e o certo não é uma verdade absoluta.
Quando tomas uma decisão sobre um assunto que achas que é certo na tomada de decisão e depois vens a perceber que segundo os outros estava errado, tu que achaste que estavas certo, nunca mais olhas para esse certo com os mesmos olhos.
Muitas vezes queres acreditar no certo, mas sabes que aquele certo pode ser errado na sua aplicação e /ou nas suas consequências.
E agora o certo é o mesmo que correto? Que são sinónimos bem sei, mas será que eu estou a confundir o certo com o correto? Talvez não, talvez sim, talvez aquilo que ache certo, não seja o correto. Mas será que o correto é ser certo, ou será que está certo só porque sou correto, ou aquilo que está correto é o que está certo.
Aqui fica algo profundo, reflexivo ou confuso e incompreensivo?
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